Cigarrinho Sylvia conspicillata orbitalis

by Wind Birds on 04/21/2011

Cigarrinho Sylvia conspicillata orbitalis (WAHLBERG, 1854)

Descrição

O Cigarrinho é uma subespécie endémica da Madeira, devido ao facto da sua plumagem ser mais escura do que as congéneres do continente europeu. Esta pequena ave é facilmente identificada pelo contraste entre o cinzento da sua cabeça e o branco da sua garganta e abdómen. A cabeça e o dorso da fêmea são mais acastanhados. É uma ave de difícil observação por se esconder constantemente entre os arbustos, embora facilmente distinguível das outras aves pelo seu chamamento genuíno.

Distribuição

Pouco se sabe sobre esta subespécie, mas alguns ninhos foram encontrados um pouco por toda a ilha da Madeira, em grupos pequenos e em zonas de difícil acesso. A presença desta espécie em Porto Santo não se encontra confirmada.

Habitat

Esta ave poderá ser observada em áreas muito densas em arbustos, onde raramente são perturbadas. Não é uma ave observável na floresta Laurissilva ou em zonas muito húmidas.

Nidificação

Constrói o ninho no interior dos arbustos e coloca 3 a 6 ovos em cada uma das 2 possíveis posturas anuais.

Curiosidade

É uma ave enigmática da avifauna madeirense porque pouco se sabe sobre a sua ecologia, além de ser muito tímida e de difícil observação.

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Canário Serinus canaria

by Wind Birds on 04/21/2011

Canário Serinus canaria (LINNAEUS, 1758)

Descrição

O Canário é uma pequena ave canora, nativo da região da Macaronésia (Madeira, Açores e Canárias). É uma ave facilmente identificável pelo seu peito amarelo e dorso castanho com listras castanho-acinzentadas. A fêmea distingue-se do macho por ser menos colorida.

Distribuição

Esta ave encontra-se distribuída por todo o Arquipélago da Madeira, podendo ser encontrada nas ilhas da Madeira, Desertas e Porto Santo, desde o litoral a zonas de maior altitude.

Habitat

Uma vez que se encontra distribuída um pouco por todo o arquipélago, esta espécie não possui um habitat bem definido, no entanto as terras agrícolas e áreas de vegetação rasteira e escassa, são zonas propícias a encontra-los com alguma frequência.

Nidificação

Os Canários acasalam entre Fevereiro e Março quando constroem os ninhos e colocam 4 a 6 ovos. Esta espécie chega a ter 5 a 6 posturas ao longo do ano.

Curiosidades

Os Canários foram em tempos usados nas minas de carvão como sistema de alerta. Devido à sua tendência para cantar a maior parte do tempo, forneciam um sistema de alerta auditivo em caso de libertação de gases tóxicos, uma vez que morriam antes que os mineiros fossem afectados.

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Calcamar Pelagodroma marina hypoleuca

by Wind Birds on 04/21/2011

Calcamar Pelagodroma marina hypoleuca (WEBB, BERTHELOT & MOUQUIN TANDON, 1841)

Descrição

Esta pequena ave marinha é relativamente fácil de identificar pelas suas longas pernas negras e pelo seu voo peculiar, em que parece “saltitar” de um lado para outro sobre a superfície do mar. A parte inferior do seu corpo é branca sendo que as asas apresentam um contorno escuro. A cara é também de cor clara com uma linha cinza escura ao longo dos olhos. A parte superior e as asas são cinzento-escuras e a ave apresenta uma banda branca na cauda. O bico é preto

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Distribuição

O Calcamar é uma espécie migratória, como subespécie ocorrem nos arquipélagos da Madeira e das Canárias, sob a forma P. m. hypoleuca e no arquipélago de Cabo Verde, sob a forma P. m. eadesi. No arquipélago da Madeira, esta ave nidifica apenas nas ilhas Selvagens (Selvagem Grande, Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora), onde pode ser facilmente observada no mar, entre Janeiro e Agosto.

Habitat

Esta ave passa a maior parte de seu tempo no mar, alimentando-se de plâncton e raramente é vista a seguir barcos. Apenas visita a terra para nidificar e durante noite, silenciosamente.

Nidificação

Ambos os progenitores escavam o ninho fundo em terreno arenoso. Nas ilhas Selvagens, os ninhos são protegidos por dois tipos de plantas da espécie e Mesembryanthenum cristallinum  e  M. nodiflorum. As raízes dessas plantas seguram o túnel de acessos ao ninho. Um único ovo é posto no final de Março e  eclode em Maio. Oito a dez semanas depois os juvenis estão prontos a voar.

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Cagarra Calonectris diomedea borealis

by Wind Birds on 04/21/2011

Cagarra Calonectris diomedea borealis (CORY, 1881)

Descrição

A Cagarra é a maior ave marinha que se reproduz no Arquipélago da Madeira. É uma ave migratória com a parte inferior do corpo e das suas asas compridas brancos, enquanto as partes superiores são castanho escuras / cinzentas. Tem a cabeça acinzentada e o bico amarelado robusto. O voo do cagarra é descontraidamente baixo, junto à superfície do mar onde parece que “ondula” com as ondas.

Distribuição

No arquipélago da Madeira esta ave está presente de Março a Outubro, para a época de reprodução. Passa os restantes meses do ano em alto-mar. As cagarras podem ser vistas em todas as ilhas do arquipélago, sendo as Selvagens as que possuem o maior número de aves por metro quadrado. Na Ilha da Madeira, é comum ouvi-las depois do pôr-do-sol, nas vertentes rochosas junto à costa, em toda a ilha.

Habitat

Na Madeira, esta espécie constrói os seus ninhos, principalmente em falésias, enquanto nas Selvagens os seus ninhos são construídos em buracos na terra ou debaixo de pedras grandes, mas nunca muito longe do mar. O melhor habitat para observação desta ave seja no mar.

Nidificação
A cagarra constrói o seu ninho nos buracos das falésias rochosas junto ao mar ou em buracos no chão. Põe um ovo por ano, entre Maio e Junho. O período de incubação é de 54 dias e a jovem ave deixa o ninho em Outubro.

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Bico de Lacre Estrilda astrild

by Wind Birds on 04/21/2011

Bico de Lacre Estrilda astrild (LINNAEUS, 1758)

Descrição

O Bico de Lacre é uma espécie africana introduzida na Madeira, onde nidifica actualmente em locais junto à agua e com normalmente com juncos ou cana-vieira. Possui o corpo com riscas acastanhadas, sendo a parte superior mais escura do que a parte inferior. É facilmente identificado pelo seu bico e máscara vermelhos quando adultos. As aves mais jovens têm o bico castanho-escuro e o corpo mais claro. As fêmeas e machos são de difícil distinção por serem muito semelhantes em cor e tamanho, contudo os machos, em época de reprodução apresentam o ventre avermelhado.

Distribuição

Esta ave pode ser encontrada na costa litoral sul da ilha da Madeira.

Habitat

Os bicos de Lacre podem ser observados em habitats de vegetação alta como pântanos ou caniçais, normalmente perto de água fresca.

Nidificação

Os Bicos de Lacre constroem os seus ninhos no fundo da vegetação densa, com caules entrelaçados em forma de bola grande. Esta espécie põe entre 4 a 6 ovos em cada postura e pode ter até 4 posturas por ano. Macho e fêmea incubam os ovos durante quase duas semanas até o nascimento das crias e alimentam-nas durante duas a três semanas até que as jovens aves aprendam a voar.

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Andorinhão-pálido Apus pallidus brehmorum

by Wind Birds on 04/21/2011

Andorinhão-pálido Apus pallidus brehmorum HARTERT, 1901

Descrição

O Andorinhão-pálido quando comparado com a Andorinha comum e a Andorinha da Serra, apresenta uma coloração mais acastanhada, asas mais amplas, sendo a garganta branca a sua principal característica diferenciadora.

Distribuição

Esta espécie encontra-se espalhada por todo o Sul da Europa, ao longo da costa do Mediterrâneo e ilhas. Também é comum no Sul e Centro de Portugal e na Madeira. São aves migratórias de inverno para a África.

Habitat

Embora sejam normalmente observadas ao longo da costa e nas ilhas, podem também usar outros tipos de habitats, nomeadamente em zonas rurais.

Nidificação

No arquipélago da Madeira a sua reprodução está confirmada para a ilha da Madeira onde utiliza as cavidades da rocha para construir o seu ninho. Tem apenas uma postura, entre Maio e Junho, com 2 ou 3 ovos.

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Andorinha da Serra Apus unicolor

by Wind Birds on 04/12/2011

Andorinha da Serra Apus unicolor (JARDINE, 1830)

Descrição

Esta é uma ave pequena e de cor uniforme escura, quase preta. De voo muito rápido pode ser confundida com o Andorinhao Pálido mas a A. unicolor é mais pequena, de cor mais escura, mais delgada, asas mais finas e com uma cauda mais bifurcada.

Distribuição

É endémica da Macaronésia, dos arquipélagos da Madeira e Canárias. Podemos encontra-la na ilha da Madeira durante todo o ano, embora a população diminua no inverno.

Habitat

A Andorinha da serra pode ser observada desde o nível do mar até áreas mais altas das ilhas, nomeadamente áreas abundantes em insectos, dos quais depende a sua alimentação.

Nidificação

Esta espécie nidifica em pequenas colónias, em buracos nas rochas. Põe dois ovos por postura e poderão ocorrer até duas posturas por ano.

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Alma negra Bulweria bulwerii

by Wind Birds on 04/12/2011

Alma negra Bulweria bulwerii (JARDINE & SELBY, 1828)

Descrição

É um petrel com o corpo todo escuro (preto/cinzento escuro) e esguio, com grande envergadura de asas em relação ao corpo, asas pontiagudas e cauda longa. A cabeça é pequena com um bico pequeno. Não existem dimorfismos sexuais evidentes, apesar do bico e do tarso ser maior no sexo masculino. O voo da Alma-negra é geralmente não muito elevado em relação ao nível da água do mar, especialmente com ventos fortes. Normalmente voa sozinha ou aos pares.

Distribuição

Esta ave marinha é uma espécie característica de águas tropicais e subtropicais, variando entre 10º S e 40º N, no Nordeste do Atlântico, Pacífico e Índico. No Atlântico, nidifica nas Ilhas Canárias, todas as ilhas do arquipélago da Madeira e em algumas ilhas de Cabo Verde e Açores.

Habitat

Alma-negra é uma ave pelágica, que só vem a terra durante a época de reprodução e à noite, com a única função de nidificar e procriar. Em terra prefere ilhas rochosas ou ilhas com pouca ou nenhuma perturbação. Alimenta-se de pequenos peixes à superfície.

Nidificação

Os ninhos são geralmente buracos naturais no solo ou nas rochas, não escavados pela ave. Os casais reprodutores de Alma-negra começam a ser vistos em terra, no arquipélago da Madeira, a meados de Abril, põem o ovo entre o final de Maio e Junho e abandonam o ninho juntamente com os juvenis em Setembro.

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Manta Buteo buteo buteo

by Wind Birds on 02/17/2011

Manta Buteo buteo buteo (LINNAEUS, 1758)

Descrição
Esta rapina é uma ave de fácil identificação, por ser a de maior porte que nidifica na Madeira. Possui plumagem de cor acastanhada, bico com base amarela e ponta escura e patas amarelas e sem penas.
Em voo, podemos observar na parte inferior das suas asas redondas as rémiges claras com as extremidades escuras e o mesmo padrão para a cauda. O comportamento em voo é peculiar, plana em círculos e aproveita muitas vezes a ‘boleia’ das correntes de ar quentes para a subir.

Distribuição
A Manta, ou Águia-de-asa-redonda como é conhecida em Portugal continental, é de ocorrência comum ao longo de toda a ilha da Madeira, no Porto Santo e por vezes é observada também nas ilhas Desertas.
 
Habitat
O Buteo buteo é observado em diferentes tipos de habitats, como zonas de floresta indígena ou exótica, áreas de vegetação baixa, áreas agrícolas e zonas de paisagem humanizada.

Nidificação
As mantas fazem os seus ninhos em zonas altas, ravinas de densa vegetação ou em árvores muito altas, com um amplo campo de visão do ninho, de onde podem rapidamente visualizar a aproximação de possíveis ameaças. O casal inicia a construção do ninho em Fevereiro e dá início à incubação dos ovos (dois ou três) em meados de Abril/Maio. As crias estão prontas a sair do ninho três ou quatro meses depois.

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Pombo Trocaz Columba trocaz

by Wind Birds on 11/14/2009

Pombo Trocaz Columba trocaz HEINEKEN, 1829

O Pombo Trocaz Columba trocaz, descrito pela primeira vez em 1829 por Heineken, é uma ave, endémica da Madeira e característico da Floresta Laurissilva, que existe nas montanhas da encosta norte e em alguns lugares isolados da costa sul da ilha.

No passado, o Pombo Trocaz foi bastante afectado pela destruição do seu habitat, no entanto esta é uma ameaça que, nos dias de hoje, já não se coloca pelo facto de toda a área coberta pela Laurissilva ter o estatuto de Reserva Natural Integral ou Parcial, sob a jurisdição do Parque Natural da Madeira.

Embora esteja associado à Laurissilva, alimentando-se das bagas das grandes lauráceas e de folhas e flores de pequenas plantas, o Pombo Trocaz é frequentemente observado nos terrenos agrícolas adjacentes à floresta, onde procura alimento, provocando estragos nas culturas.

Esta é a principal razão pela qual o Pombo Trocaz é uma ave impopular e perseguida pela população. Em 1984 e 1985, devido aos elevados prejuízos nas culturas de couve, as autoridades foram sujeitas a uma grande pressão para autorizarem o seu abate, o que aconteceu até 1989, data a partir da qual a espécie passou a gozar de um estatuto de protecção integral.

Ao longo das décadas em que estas aves foram vítimas de abate e envenenamento, o tamanho da população sofreu uma grande variação. Alguns autores referem que em 1982 existiam apenas 500 aves e, em 1985, cerca de 1000. O primeiro censo realizado, em 1986, com metodologia específica e completa, determinou a existência de mais de 2700 aves. Após a data em que a caça passou a ser ilegal, esta monitorização continuou, realizando-se de 4 em 4 anos. O censo de 1995 determinou o efectivo da população em 10400 indivíduos, o de 1999 em mais de 8400 e o de 2003 em apenas 7000 indivíduos.

Nos últimos anos tem havido um abate seleccionado dos Pombos, por parte do Parque Natural da Madeira, com o objectivo de afugentá-los das culturas agrícolas que se encontram adjacentes à Floresta Laurissilva.

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